INSS nega salário-maternidade por falta de carência; decisão garante pagamento
Uma decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) determinou que uma mulher receba salário-maternidade mesmo após o benefício ter sido negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O INSS havia recusado o pagamento porque a segurada não tinha o número mínimo de contribuições exigidas antes do nascimento do filho. Esse é um dos motivos mais comuns para a negativa do salário-maternidade na prática. Saiba mais.
Por que o INSS negou o salário-maternidade se não precisa de carência?
Mesmo com o entendimento atual de que nem sempre é necessário cumprir um número mínimo de contribuições para receber salário-maternidade, o INSS ainda pode negar o benefício com base na regra prevista na Lei nº 8.213/1991, que originalmente exige carência para alguns tipos de seguradas.
Na prática, isso acontece porque o sistema e a análise inicial do INSS nem sempre aplicam automaticamente as decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), que flexibilizaram essa exigência.

Por isso, é comum que o pedido seja negado primeiro e, depois, revertido por meio de recurso, quando o caso é reavaliado com base no entendimento atualizado.
O que fez a decisão mudar o resultado?
Ao analisar o caso, o CRPS considerou dois pontos principais:
- a mulher era segurada na data do nascimento
- ela exercia atividade como pescadora artesanal (segurada especial)
Com isso, o colegiado aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que já decidiu que não é necessário cumprir carência em alguns casos.
INSS pode negar, mas ainda assim você pode ter direito
O que essa decisão mostra, na prática, é que mesmo após uma negativa do INSS, o benefício pode ser concedido, além disso, a falta de contribuições nem sempre impede o direito e, o mais importante, é comprovar que a pessoa era segurada na época.
No caso analisado, ficou comprovado que a mulher estava vinculada à Previdência e chegou a receber seguro defeso antes do nascimento do filho.
Isso foi suficiente para demonstrar a qualidade de segurada, ponto central para a concessão do benefício.
O que muda para quem pede salário-maternidade?
A decisão reforça um alerta importante: muitas negativas do INSS podem estar erradas ou incompletas, especialmente quando envolvem trabalhadores informais, rurais ou segurados especiais. Por isso, antes de desistir do benefício, pode valer a pena revisar o caso ou recorrer.
Número do Processo Administrativo: 44233.198705/2025-56.
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Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.




