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5 erros no INSS que podem atrasar sua aposentadoria

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Muita gente acredita que, ao completar o tempo necessário, a aposentadoria vai sair automaticamente. Mas, na prática, não é bem assim.

O INSS depende de informações que estão no sistema e, se houver qualquer erro nesses dados, o benefício pode atrasar ou até ser concedido com valor menor do que o correto.

Hoje eu, Júlio Martins, especialista em Direito Previdenciário e consultor jurídico no Previdenciarista, mostro os principais erros que podem atrapalhar, e como evitar cada um deles.

1- Não conferir os dados do CNIS

O CNIS é como um “histórico da sua vida de trabalho”. É ali que ficam registrados seus empregos, salários e contribuições. Só que esse cadastro nem sempre está completo ou correto.

5 erros no INSS que podem atrasar sua aposentadoria

Pode acontecer, por exemplo, de um vínculo de trabalho não aparecer, de um salário estar errado ou até de um período inteiro simplesmente não constar no sistema. E, quando isso acontece, o INSS pode ignorar esse tempo na hora de calcular sua aposentadoria.

Por isso, é fundamental acessar o Meu INSS de tempos em tempos e verificar se está tudo certo. Quanto antes você identificar um erro, mais fácil será corrigir.

2- Deixar para ver isso só no final

Um erro muito comum é pensar na aposentadoria apenas quando ela já está próxima. O problema é que, se houver qualquer inconsistência nos dados, resolver isso pode levar tempo. Às vezes, é preciso reunir documentos antigos, pedir revisões ou até entrar com um pedido administrativo.

Quando tudo isso é deixado para a última hora, o resultado é quase sempre o mesmo: atraso. Quem se antecipa consegue corrigir tudo com calma e evitar surpresas desagradáveis.

3- Não considerar períodos que podem ajudar

Nem todo tempo de trabalho é contado da mesma forma. Isso porque existem situações em que o tempo pode “valer mais”, como no caso de atividades insalubres, perigosas ou trabalho rural. Esses períodos podem reduzir o tempo necessário para se aposentar ou melhorar as condições do benefício.

O problema é que o INSS nem sempre reconhece isso automaticamente. Se a pessoa não souber que tem esse direito ou não comprovar corretamente, pode acabar trabalhando mais tempo do que realmente precisaria.

4- Confiar totalmente no simulador do INSS

O simulador do INSS é uma ferramenta útil, mas ele funciona com base nas informações que já estão no sistema. Se houver erros nos dados, a simulação também estará errada.

Além disso, ele não analisa qual é a melhor opção de aposentadoria para cada caso. Ele apenas mostra um cenário possível, não necessariamente o mais vantajoso.

Por isso, usar o simulador como única referência pode levar a decisões que impactam diretamente no valor final do benefício.

5- Não guardar documentos ao longo da vida

Ao longo dos anos, é comum perder documentos antigos, como carteiras de trabalho, contratos ou comprovantes de pagamento. Só que esses registros podem ser essenciais para provar períodos de trabalho que não aparecem no sistema.

Sem eles, fica muito mais difícil corrigir erros no INSS. Por isso, manter esses documentos organizados e, se possível, digitalizados, é uma forma simples de evitar dor de cabeça no futuro.

Por que isso tudo pode atrasar sua aposentadoria?

Quando há erros ou falta de informações, o INSS não consegue analisar corretamente o pedido. Isso pode fazer com que o processo demore mais, seja negado ou até concedido com um valor menor do que o devido.

Em muitos casos, a pessoa precisa entrar com recurso ou buscar ajuda especializada para corrigir algo que poderia ter sido evitado antes.

O que fazer se o INSS negar ou demorar para conceder o benefício?

Ter um benefício negado ou ficar esperando uma resposta do INSS por muito tempo é mais comum do que deveria e, na maioria das vezes, isso não significa que você não tem direito.

Quando o INSS nega um pedido, ele sempre apresenta uma justificativa. Esse é o primeiro ponto de atenção: ler com calma e tentar identificar o que levou à negativa. Muitas vezes, o problema não está no direito em si, mas em falta de documentos ou erros no cadastro.

Se for esse o caso, o caminho mais simples é corrigir a informação e fazer um novo pedido.

Agora, quando você tem certeza de que cumpre todos os requisitos, é possível contestar a decisão. Isso pode ser feito por meio de um recurso administrativo dentro do próprio INSS. Nessa etapa, você apresenta argumentos e documentos para mostrar que tem direito ao benefício.

Já nos casos em que o INSS demora além do prazo razoável para analisar o pedido, também existem alternativas. O segurado pode cobrar uma resposta por meio de reclamações administrativas ou, em situações mais graves, buscar a Justiça para obrigar o órgão a analisar o caso.

Precisa de ajuda com seu benefício?

Se você chegou até aqui, já entendeu que erros, negativas ou atrasos no INSS são mais comuns do que parecem e que, muitas vezes, ter orientação especializada faz toda a diferença.

Hoje, você não precisa mais enfrentar isso sozinho. Mais de 20 mil advogados especializados em Direito Previdenciário estão prontos para analisar o seu caso e te orientar da melhor forma possível.

Se o seu benefício foi negado, está demorando ou você quer garantir o melhor resultado na sua aposentadoria, contar com um advogado pode acelerar esse processo.

E se você é advogado previdenciarista

Se você atua na área, também pode aproveitar a tecnologia para crescer com mais previsibilidade.

Todos os dias, centenas de pessoas em todo o Brasil enviam seus casos previdenciários por meio de um questionário detalhado. Essas informações são organizadas e disponibilizadas diretamente no painel do advogado.

Na prática, você consegue:

  • Acessar novos casos diariamente
  • Avaliar as informações enviadas pelos segurados
  • Entrar em contato direto com potenciais clientes

Tudo isso de forma estruturada, sem depender apenas de indicações ou prospecção manual.

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Sobre o Autor

(OAB/RS 130.733) Graduado em Direito na Universidade Faculdade São Francisco de Assis – Unifin, Especialista em Direito Previdenciário e Processo previdenciário pela Facuminas – Instituto de Educação Ltda, Pós-graduado Lato Sensu – Especialização em Processo Civil na instituição de ensino Anhanguera Educacional, Pós-graduado Lato Sensu – Direito do trabalho e Processo do trabalho na instituição de ensino Anhanguera Educacional, Especialista em advocacia trabalhista e previdenciária na instituição de ensino FMP – Fundação Escola Superior do Ministério Público. Atuante na área previdenciária desde 2018.

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